II CAPÍTULO
continuação da postagem anterior.
Até minha respiração se tornou cada vez mais difícil, como se alguma coisa me sufocasse, via as horas correndo não me dando tempo de entender minha vida. Minha pressão
arterial descontrolou minha inquietação era contínua, a mente não descansava eu
não dormia fiquei em estado de alerta constante, uma estranha sensação de
inferioridade de vazio de ser um nada durante toda minha vida de não ver progresso
na jornada de minha história, me sentia um fardo um estorvo.
Entrei em um estado depressivo caótico, passei dos limites queria
correr não sei pra onde, queria fugir não sei bem do que, sentia vontade de
gritar, gritar e gritar, ou precisava desesperadamente de dormir,eu não queria acordar e me dopava com calmantes sem entender o que estava acontecendo e por quem estava sendo atormentada, minhas forças estavam se esvaindo, ora sentindo que estava em uma queda livre em puro espaço sem fim. Essa tristeza dentro do meu peito que não passava afetou meu corpo, minha alma minha mente, eu era apenas um ser inanimado esquecido como um objeto sem valor sem recordações em um canto qualquer. Perdi a coragem de viver, ou melhor, medo de viver sem ninguém me ver, totalmente
perdida, frustrada com sonhos despedaçados jogados pelo vento sem ter como
recupera-lo, eu era um ponto apagado sem vida sem esperança sem projeto sem
expressão. Meu corpo queimava como se de minutos em minutos corriam ácidos dentro e fora de mim, que me trazia uma sensação de impossibilidade, inferioridade e angustias. A vida tinha perdido a cor, minhas emoções e medo dominavam minha razão e como afastar o medo, acordava várias vezes na noite, assustada sobressaltada como se forças malignas me puxassem para fora da cama fazendo meu corpo tremer. Estava assustada e preferindo morrer do que está passando por tudo aquilo, as dores de cabeça, as agulhadas que sentia no corpo, eu não estava louca conseguia entender que alguma coisa estava errada e não eram os remédios que iam me curar, vivia chorando pelos cantos uma sensibilidade tão grande que parecia que meu coração estava exposto, que eu o carregava fora do peito e a todo momento se feria. Precisava de ajuda que ia além da medicina.
daqui a pouco III capítulo, aguardem...

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